🌿 FAQ – Perguntas Frequentes sobre Paisagismo Seguro para Pets e Crianças
Paisagismo seguro é o planejamento de jardins, quintais e áreas internas utilizando plantas e materiais que não oferecem riscos a crianças, cães e gatos. Ele envolve a análise das espécies existentes, identificação de possíveis toxicidades e ajustes no ambiente para reduzir perigos de ingestão acidental, contato irritante ou acidentes físicos.
A consultoria começa com uma avaliação detalhada das plantas do seu ambiente — que pode ser feita presencialmente, online, com fotos e vídeo chamada e com uma lista de identificação das plantas. Depois dessa identificação, classificamos cada planta em quatro níveis de toxicidade e oferecemos orientações personalizadas de substituição, reorganização e segurança.
Muitas espécies ornamentais populares — como comigo-ninguém-pode, costela-de-adão, jiboia, espada-de-São-Jorge, antúrio e difenbaquia — apresentam compostos irritantes ou tóxicos. Outras, como lantana, hortênsia, espirradeira e muitas euforbiáceas, podem causar intoxicações mais severas.
A análise do Jardim do Bicho identifica exatamente quais espécies do seu jardim apresentam risco real.
A toxicidade das plantas não é uma característica fixa. Como todo ser vivo, a planta sofre alterações ao longo do tempo e suas defesas químicas podem aumentar ou diminuir dependendo da fase de desenvolvimento, da parte ingerida, da estação do ano e até das condições ambientais.
Isso significa que, em determinados momentos, uma mesma planta pode estar mais perigosa do que em outros.
Um exemplo comum é o fruto da costela-de-adão (Monstera deliciosa): quando está verde, contém altos níveis de cristais de oxalato, que causam irritação intensa. À medida que amadurece, esses compostos se degradam e o fruto se torna mais seguro — ou seja, a mesma planta apresenta toxicidade diferente ao longo do tempo.
Outro caso é o da Cycas revoluta: as sementes têm níveis muito mais altos de toxinas do que as folhas, e a planta pode expressar diferentes intensidades de compostos conforme sua fase de crescimento, o clima e o manejo. Isso explica por que alguns tutores relatam casos leves e outros enfrentam quadros muito mais graves.
Além disso, muitas espécies aumentam a produção de toxinas quando estão sob estresse, como excesso de sol, seca, ataque de pragas ou danos mecânicos. O estresse ativa mecanismos de defesa naturais, levando a uma maior concentração de moléculas irritantes ou tóxicas.
Por isso, o Jardim do Bicho trabalha com o conceito de capacidade de produzir dano. Mesmo que a planta não esteja expressando o seu nível máximo de toxicidade naquele momento, ela pode vir a expressar, porque é um organismo vivo e dinâmico. A avaliação considera o potencial tóxico da espécie e não apenas episódios isolados.
Isso explica por que um caso leve não significa que a planta seja segura — e por que a prevenção deve levar em conta o risco real, não apenas o que foi observado em um único episódio.
Para facilitar a compreensão, o Jardim do Bicho utiliza um sistema exclusivo que divide as plantas em quatro níveis:
Leve – risco baixo; sintomas brandos.
Moderado – pode causar irritações ou desconforto digestivo.
Intenso – risco significativo; possibilidade de intoxicação séria e necessidade de atendimento médico ou veterinário
Potencialmente fatal – espécies com alta periculosidade que podem levar a óbito
Essa metodologia é baseada em literatura fitoquímica e toxicológica, garantindo clareza na análise.
Nem sempre. Em muitos casos, é possível:
realocar a planta para áreas altas ou restritas,
utilizar barreiras físicas,
modificar o layout,
ou substituir apenas espécies de alta periculosidade.
A retirada completa só é recomendada em casos de risco “intenso” ou “potencialmente fatal” em ambientes de livre acesso.
Recomenda-se:
Identificar a planta ingerida.
Não provocar vômito sem orientação profissional.
Se não souber o nível de toxicidade, procure atendimento veterinário imediato.
Levar uma foto da planta ou o nome da espécie.
A classificação feita pelo Jardim do Bicho facilita o diagnóstico veterinário ao indicar os principais fitoativos tóxicos envolvidos.
